O Topo da Coroa é o ponto mais alto de Santo Antão e de toda a ilha, um vulcão inativo a 1.979 metros, muito procurado por montanhistas experientes. Ao contrário dos outros trilhos da ilha, este não tem percurso marcado: é uma caminhada de montanha a sério.
A rota segue trilhos de cabra por uma paisagem vulcânica quase surreal, sem sinalização, ganhando cerca de 1.600 metros de desnível ao longo de 16,6 km, o dobro da distância e quase o dobro da duração de qualquer outro trilho popular da ilha. Tecnicamente não é uma escalada, mas fisicamente é o desafio mais exigente de Santo Antão.
Porque é diferente dos outros trilhos
Os três trilhos mais populares de Santo Antão, Ponta do Sol a Cruzinha, Cova a Pombas e Pinhão a Sinagoga, têm início, fim e percurso bem definidos, muitas vezes com sinalização ou pelo menos um caminho evidente no terreno. A subida ao Topo da Coroa é diferente: não existe um trilho único marcado, e a orientação depende de trilhos de cabra dispersos pela encosta.
Por isso, a maior dificuldade não é física nem técnica, é logística. Não há alojamento nem apoio no topo, pelo que a maioria dos caminheiros faz a subida e descida no mesmo dia, com um arranque muito cedo pela manhã.
Recomendações práticas
Dada a ausência de sinalização e a exigência física do percurso, esta não é uma caminhada para principiantes nem para fazer sozinho pela primeira vez. Recomenda-se fortemente contratar um guia local, várias operadoras de trekking em Santo Antão organizam esta subida especificamente, e partir de madrugada para ter margem de tempo antes do calor do meio-dia e do eventual nevoeiro nas zonas altas.
Leve mais água e comida do que habitualmente levaria num trilho de um dia: não há nenhum ponto de reabastecimento ao longo do percurso.
Fonte de dados: Outdooractive, Tope de Coroa